Prefeitura autoriza testes com patinetes e bicicletas elétricas

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), autorizou a primeira empresa a testar o sistema de compartilhamento de patinetes e bicicletas elétricas na cidade. A autorização foi publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta quinta-feira (2).
A empresa autorizada é a JETSHR LTDA, responsável pela plataforma JET Sharing, especializada em micromobilidade urbana. O documento permite a operação experimental do serviço por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado uma única vez por igual período, totalizando até 180 dias de testes.
A JET Sharing já atua em dezenas de cidades brasileiras e latino-americanas, como São Paulo (SP), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ). O serviço funciona por aplicativo, e o usuário localiza e desbloqueia os equipamentos por meio da leitura de um QR Code.
A Agetran informou que, até o momento, a JETSHR é a única empresa que formalizou interesse e recebeu autorização para a fase experimental. A agência acrescentou que novas autorizações poderão ser concedidas caso outras empresas cumpram os requisitos técnicos exigidos. "O chamamento permanece aberto e outras empresas interessadas poderão solicitar autorização para participar da fase de testes, desde que atendam aos critérios e exigências estabelecidos pela portaria vigente", disse a agência.
A fase experimental foi regulamentada em junho por portarias da Agetran. As regras valem tanto para a circulação de patinetes e bicicletas elétricas nas ciclovias e ciclofaixas quanto para a operação das empresas de compartilhamento. A ideia é avaliar o funcionamento do sistema antes de criar uma regulamentação definitiva.
Segundo a Prefeitura, as empresas precisam apresentar um plano operacional detalhado, com ações educativas, orientações aos usuários e definição dos locais de retirada e devolução dos equipamentos. Esses pontos são analisados pela Agetran antes do início das atividades.
Os testes vão ocorrer na malha cicloviária de Campo Grande, que tem mais de 135 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. Durante esse período, a agência vai monitorar indicadores como volume de utilização, conflitos entre usuários, ocorrências de segurança viária e a efetividade das medidas adotadas. Os dados coletados vão servir de base para a regulamentação permanente do serviço e para orientar melhorias na infraestrutura cicloviária da capital.


