Mato Grosso do Sul possui 205 marcas de cerveja registradas e ocupa a 13ª posição no ranking nacional, de acordo com o Anuário da Cerveja, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Em todo o país, o levantamento identificou 56.170 marcas do produto.
O estado conta com 12 cervejarias registradas no MAPA, concentradas principalmente em Campo Grande. No Brasil, são 1.954 estabelecimentos produtores da bebida. A diferença entre o número de marcas e de cervejarias ocorre porque uma mesma fabricante pode registrar diferentes rótulos e linhas de produtos.
A fabricação de cerveja emprega mais de 42 mil pessoas no país. Em Mato Grosso do Sul, o setor gera diretamente 35 postos de trabalho, conforme o Anuário.
Mesmo com a desaceleração recente do mercado, a indústria cervejeira continua entre os segmentos relevantes da economia nacional. Em 2025, o setor produziu 15,688 bilhões de litros, volume 8,85% menor do que os 17,210 bilhões de litros fabricados em 2024.
O Brasil, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, é o terceiro maior produtor mundial da bebida, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. O setor responde por cerca de 2% do PIB brasileiro e arrecada aproximadamente R$ 50 bilhões em impostos por ano. A entidade destaca que a cerveja se consolidou como vetor de investimentos e inovação, contribuindo para a arrecadação fiscal e para o desenvolvimento de fornecedores, especialmente nas cadeias de insumos e embalagens.
No ano passado, a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja apontou que o consumo de cerveja no país caiu 5,1%, chegando a 14,75 bilhões de litros.
Fim de semana e a cerveja
Mesmo com a retração no consumo, a cerveja mantém forte apelo cultural no Brasil, especialmente nos momentos de lazer e socialização ligados ao fim de semana.
Um estudo publicado na revista científica BMC Public Health ajuda a explicar essa relação entre o consumo de álcool e o encerramento da semana de trabalho. A pesquisa “The ‘other’ in patterns of drinking”, conduzida por pesquisadores da Universidade de Sunderland e da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, identificou que trabalhadores associavam o consumo de bebida alcoólica a uma espécie de recompensa após o cumprimento das obrigações profissionais e familiares.
Segundo o estudo, o álcool era percebido como uma forma socialmente aceita de relaxar, aliviar o estresse e marcar a transição entre o período de trabalho e o “tempo pessoal”, especialmente em momentos de folga e lazer.
