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Homem morto a facadas ao pedir desculpas por usar roupa sem autorização

Um homem foi morto a facadas na madrugada de quinta-feira (14) na Vila Nhanhá, em Campo Grande, e chegou a pedir desculpas antes de morrer. A vítima, Cleber Roberto da Silva, de 46 anos, foi atingida por um golpe de punhal no peito. Segundo a Polícia Civil, após ser ferido, ele tirou a bermuda que vestia e se desculpou por ter usado a roupa sem autorização do autor do crime.

O suspeito, de 35 anos, foi preso em flagrante pela DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa) menos de 24 horas depois do assassinato. Conforme a polícia, ele estava em liberdade havia apenas dois dias após deixar a prisão por roubo. O nome dele não foi divulgado.

Cleber foi encontrado caído na Rua Eduardo Perez por volta das 4h, já sem sinais vitais. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) confirmaram a morte no local. A perícia apontou que a facada atingiu diretamente o coração da vítima.

De acordo com a investigação, testemunhas ajudaram a identificar as características físicas e as roupas usadas pelo suspeito. Moradores relataram que, logo após o crime, o homem comentou com populares que iria buscar abrigo na casa de um familiar, no Bairro Monte Líbano.

Com as informações, investigadores localizaram o suspeito por volta do meio-dia de ontem, saindo de uma padaria no Monte Líbano. Durante a abordagem, ele confessou o assassinato e afirmou que matou Cleber porque a vítima havia vestido uma bermuda e uma camiseta dele sem autorização. Ainda segundo a DHPP, o homem indicou onde havia escondido a arma do crime, um punhal com manchas de sangue na lâmina, encontrado dentro de um padrão de energia.

No interrogatório, conforme a polícia, o suspeito descreveu o assassinato “com frieza” e voltou a confessar o homicídio. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A Polícia Civil também pediu a conversão da prisão em preventiva.

O crime aconteceu em uma região marcada pela violência e pelo tráfico de drogas. Em reportagem publicada pelo Campo Grande News na quinta-feira, moradores da Vila Nhanhá relataram conviver diariamente com medo, gritos durante a madrugada e movimentação policial frequente. “Acordar e ter um esfaqueado na porta não é normal, mas aqui acabou ficando”, resumiu um empresário de 46 anos que mora no bairro há quase duas décadas.