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Noroeste: moradores dizem que bairro é tranquilo apesar de crimes

Por Notícias Goiás Portal · · 3 min de leitura
Noroeste: moradores dizem que bairro é tranquilo apesar de crimes
Peça de roupa com sangue do ex- militar no local do crime (Foto: Juliano Almeida)

Moradores do Jardim Noroeste, em Campo Grande, afirmam que o bairro é tranquilo para quem não se envolve em atividades criminosas. A declaração contrasta com uma série de ocorrências registradas na região em um curto período. Em 13 dias, o Campo Grande News publicou matérias sobre roubo, duas tentativas de homicídio, abuso sexual, cárcere privado e uma tentativa de arremessar drogas no Complexo Penitenciário da Capital.

O caso mais recente aconteceu nesta quarta-feira (12). Um ex-militar do Exército, de 46 anos, foi baleado na cabeça após ser confundido com o irmão, de 47 anos. A versão foi dada pelo próprio irmão, que disse à polícia ser ex-integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). A vítima estava de costas no quintal da residência.

A cabeleireira Josefa Rocha, de 62 anos, mora perto do presídio e diz não ter preocupações com a segurança do bairro. “À noite é tranquila porque, eu acho que, só corre risco quem se envolve com coisa errada. Quem está na sua casa, é tranquilo”, afirmou. Ela reconhece, porém, que outras áreas do Jardim Noroeste são mais perigosas. “Aqui na porta da cadeia não presenciei nenhum crime, porque aqui tem segurança por causa do presídio. Eu morava na Indianá, por exemplo, e lá tinha roubo todos os dias. Está do outro lado. Aqui é tranquilo.”

Elba Souza, de 43 anos, mora no bairro há 25 anos e avalia que a região já teve problemas maiores. “Já teve mais problemas de bandidos, outras coisas, mas agora tá mais tranquilo. Pelo menos a região que eu moro tá mais tranquila. Agora, ali para cima, perto do Lumiére, é mais complicadinho.” Ela também disse que a presença do presídio não interfere na criminalidade local. “O problema são os moradores mesmo, né? À noite, a gente fica dentro de casa. É melhor ficar, né? Todo mundo fica quietinho em casa a partir das 21h.”

O comerciante José de Oliveira, de 77 anos, afirma que há rondas policiais no bairro, mas pede mais frequência. “Aqui quase a gente não vê policiamento, só quando tem uma tragédia e eles ligam, aí eles vêm aqui.” Ele evita sair à noite, mas diz que não é por medo. José conta que os moradores se informam sobre o que acontece na região rapidamente. “Tudo que acontece eu não preciso sair de casa [na hora] para eu saber, porque quando a gente não sabe no mesmo dia ou na mesma noite, a gente sabe no outro dia.”

A costureira Quitéria Mesquita, de 63 anos, diz que circula pelo bairro à noite sem problemas. “Saio normalmente, vou ao mercado sem medo. Não sei se é pelo tempo que moro aqui, né? Me acostumei com o bairro.” Já Sirene Gonçalves, de 74 anos, relata que teve a casa furtada. “Tem muito roubo de fio. Já roubaram o vizinho do lado, aqui na conveniência também tentaram roubar os fios. Assalto só teve na minha casa.” Por causa da criminalidade, ela prefere ficar em casa depois do fim da tarde. “Eu não fico na rua de jeito nenhum. Eu fico durante o dia, umas 16 horas, assim eu já fecho e daí vou para dentro.”

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