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MS pode ter trimestre mais quente que o normal, aponta Cemtec

O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) divulgou um boletim que aponta a possibilidade de um trimestre mais quente que o normal no estado. A previsão indica que as temperaturas devem ficar acima da média histórica entre os meses de junho, julho e agosto.

Segundo o relatório, as temperaturas médias para o período variam entre 18°C e 22°C na maior parte de Mato Grosso do Sul. No extremo sul, os valores ficam entre 16°C e 18°C. Já no extremo noroeste, a variação é de 22°C a 24°C.

O boletim também destaca uma alta probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño. Há 92% de chance de sua presença no trimestre de junho a agosto. A previsão, baseada em dados do CPC (Climate Prediction Center) e do IRI (International Research Institute for Climate and Society), indica um evento de intensidade fraca a moderada durante o inverno.

Para os meses seguintes, os modelos climáticos mostram aumento da probabilidade de fortalecimento do El Niño. Entre a primavera e o início do verão, há possibilidade de um evento forte ou muito forte.

O relatório alerta para impactos associados ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Entre eles, estão temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor. O Cemtec ressalta que o El Niño não atua sozinho e que seus efeitos dependem da interação com outros sistemas atmosféricos que influenciam o clima na América do Sul.

Em relação às chuvas, a previsão para o trimestre aponta distribuição irregular. Os maiores volumes são esperados para o extremo sul do estado. As regiões do norte, nordeste e noroeste devem registrar os menores acumulados.

A divulgação do cenário ocorre após maio ter registrado chuvas acima da média em grande parte de Mato Grosso do Sul. Essa condição ajudou a reduzir os indicadores de seca em várias regiões. Apesar da melhora, a previsão de temperaturas elevadas mantém o monitoramento climático como fator importante para o planejamento agropecuário, a gestão de recursos hídricos e a prevenção de incêndios florestais.