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Madeira retida por suspeita de cocaína é liberada após 2 meses

Por Notícias Goiás Portal · · 2 min de leitura
Madeira retida por suspeita de cocaína é liberada após 2 meses
Processo de extração da serragem realizado pelos peritos da Polícia Federal (Foto: Reprodução/Laudo)

Madeira retida em Corumbá é liberada após laudos descartarem cocaína

A carga de madeira apreendida no Porto Seco de Corumbá, a cerca de 430 quilômetros de Campo Grande, foi liberada entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta-feira (13). A mercadoria estava retida há quase dois meses sob suspeita de contaminação por cocaína. A liberação ocorreu depois que quatro exames periciais da Polícia Federal confirmaram que não havia a droga no material.

Além da liberação da carga, a Receita Federal informou que as transportadoras não precisam pagar as tarifas de estadia e armazenagem dos veículos referentes ao período em que permaneceram retidos por determinação aduaneira. A decisão consta em despacho emitido pelo órgão, que declarou a “inexigibilidade” das tarifas cobradas durante o período de retenção cautelar. A medida envolve os quatro caminhões apreendidos no pátio da Agesa (Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul).

O último laudo da Polícia Federal, produzido pelo Instituto Nacional de Criminalística e encaminhado ao MPF (Ministério Público Federal) nesta semana, reuniu os resultados de quatro análises periciais, todas negativas para cocaína. Foram examinadas amostras de serragem e fragmentos de madeira retiradas das cargas. Segundo os laudos, nenhum dos materiais apresentou cocaína ou outra substância de interesse forense nas técnicas utilizadas.

A carga foi apreendida em 21 de junho, durante a Operação Timber Shield, que envolveu a Receita Federal e autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia. Na ocasião, aproximadamente 260 toneladas de madeira foram retidas em Corumbá e Cáceres (MT) sob suspeita de estarem impregnadas com cocaína em estado líquido. A Receita Federal chegou a divulgar a ação como a maior apreensão de cocaína da história, considerando a hipótese de que o entorpecente estivesse impregnado na madeira.

No entanto, testes realizados posteriormente não confirmaram a presença da droga. Exames feitos pela Polícia Federal e análises realizadas por autoridades bolivianas tiveram resultado negativo. O laudo pericial definitivo produzido pela PF, divulgado nesta segunda-feira (10), também descartou a existência de cocaína nas amostras.

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