O antigo vagão de passageiros conhecido como “trem fantasma”, localizado na Esplanada Ferroviária de Campo Grande, passará oficialmente para a responsabilidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). A fundação promete restaurar o espaço, que ficou anos parado. O termo de cessão foi assinado nesta terça-feira (26) entre a FCMS e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O vagão, feito de madeira e da década de 1940, pertenceu à extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Ele já ficou exposto em frente à Morada dos Baís, no Centro da Capital. Com o tempo, sofreu com vandalismo e deterioração, sendo levado de volta ao pátio da Esplanada Ferroviária, onde permaneceu por anos.
A historiadora e gestora Rita Natália Serenza explicou que o processo de transferência para a Fundação levou anos. A dificuldade foi identificar a titularidade do bem. “Buscamos entender quem detinha a posse desse bem. E, de fato, foi difícil identificar a titularidade. Após muita pesquisa, constatamos que se tratava de patrimônio da União. A partir disso estruturamos e encaminhamos ao DNIT um projeto de revitalização e de cessão, que hoje se concretiza”, afirmou.
A Esplanada Ferroviária é uma área tombada nas esferas federal, estadual e municipal. Ela concentra parte importante da memória ferroviária de Campo Grande. Agora sob responsabilidade da Fundação, o vagão passará por revitalização. Detalhes como prazo para início das obras, custos e modelo de execução ainda não foram divulgados.
O diretor-presidente da FCMS, Eduardo Mendes, disse que a ideia é reintegrar o espaço à vida cultural da cidade. “Este vagão está inserido em uma área que reflete a nossa identidade. Vamos revitalizá-lo e integrá-lo à dinâmica cultural, garantindo que ele permaneça vivo, conectado à história e às expressões contemporâneas da nossa cultura”, afirmou. A proposta da Fundação é transformar o vagão em um espaço voltado à memória e educação patrimonial.
