A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) abriu um processo seletivo especial para a Licenciatura em Computação. O público prioritário são professores da rede pública de Educação Básica e profissionais da educação que atuam em escolas públicas de Campo Grande, Coxim, Corumbá e Ponta Porã. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 26 de junho, pela plataforma Quero Ser UFMS.
São oferecidas 160 vagas, sendo 40 em cada um dos quatro municípios, para ingresso no segundo semestre de 2026. O curso será presencial, no período noturno, e tem como objetivo formar docentes para atuar com Educação Digital, pensamento computacional e uso pedagógico das tecnologias nas escolas.
Se as vagas não forem preenchidas pelo público prioritário, poderão concorrer candidatos que participaram de edições recentes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), do Vestibular UFMS ou do Passe (Programa de Avaliação Seriada Seletiva). Também poderão concorrer pessoas que já concluíram o Ensino Médio e atendam às exigências do edital.
A graduação tem duração de oito semestres. No último ano, o curso prevê residência docente na rede pública, com bolsa mensal de R$ 750.
De acordo com a diretora da Agência de Educação Digital e a Distância da UFMS, Daiani Tonetto, a formação foi estruturada para atender às necessidades das redes públicas de ensino. Segundo ela, os futuros licenciados estarão aptos a atuar na implementação da Educação Digital e Midiática nas escolas.
Expansão da educação digital
A graduação surge em um momento de expansão da Educação Digital nas escolas brasileiras. Com a obrigatoriedade do ensino de competências digitais na Educação Básica, cresce a demanda por profissionais preparados para trabalhar temas como pensamento computacional, cultura digital e uso pedagógico das tecnologias.
Em Mato Grosso do Sul, a oferta de cursos superiores com foco em tecnologia e educação busca atender a essa demanda. Dados recentes mostram que o percentual de graduados no Estado cresceu, colocando MS na 7ª posição nacional. Além disso, o Estado tem a 4ª menor taxa de jovens que não estudam nem trabalham, os chamados “nem-nem”.
