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Preso é executado com um tiro durante escolta do Bope na BR-262

Por Notícias Goiás Portal · · 3 min de leitura
Preso é executado com um tiro durante escolta do Bope na BR-262
Rubens Zilio Neto, preso na última quarta- feira (1º). (Foto: Direto das Ruas)

Um preso foi morto com um único tiro enquanto era escoltado por policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) na BR-262, em Mato Grosso do Sul. Rubens Zilio Neto, suspeito de envolvimento na morte de um soldado da PM, foi atingido quando voltava do banheiro de um posto de combustível, a 430 quilômetros de Campo Grande.

A informação consta no boletim de ocorrência ao qual o Campo Grande News teve acesso. Inicialmente, a morte de Rubens foi divulgada como confronto. No entanto, o documento registra que o disparo partiu de uma área de mata próxima ao posto, possivelmente de uma arma longa de grosso calibre. O boletim não esclarece onde Rubens foi atingido e nem se o projétil foi recolhido.

O comboio do Bope transportava Rubens de Corumbá para a Capital quando precisou parar no Posto de Combustível Morrinho para trocar um pneu furado de uma das viaturas. No local, enquanto o motorista realizava a troca pelo estepe, o comandante e um patrulheiro levaram o preso ao banheiro da loja de conveniência.

No momento em que retornavam e aguardavam o fim do reparo, os policiais ouviram um disparo direcionado à equipe. O tiro atingiu o custodiado. Pelo som, os agentes relataram que o disparo partiu da mata ao lado do posto. Pelo “alto rebento”, estimou-se ser de arma longa de grosso calibre, informação constatada depois pela lesão na vítima.

Após o disparo, os policiais se abrigaram para se proteger e tentar neutralizar a ameaça. Reforço foi acionado e incursões na mata foram realizadas, mas suspensas devido ao anoitecer. O autor do disparo não foi localizado.

O óbito de Rubens foi constatado pelo médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Um oficial do 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar) esteve no local para procedimentos da Polícia Judiciária Militar. O delegado da Polícia Civil e a Perícia Criminal também compareceram. Equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), da viatura Protetor e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) prestaram apoio.

Testemunhas foram qualificadas e imagens das câmeras de segurança do posto foram anexadas ao procedimento. O gerente do estabelecimento disse em depoimento que ouviu o disparo e viu policiais correndo, recebendo ordem para se proteger. Duas funcionárias, que já haviam encerrado o expediente, também foram qualificadas.

Morte do soldado

Rubens estava preso desde quarta-feira (1º) por suspeita de envolvimento na morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos. O militar foi baleado na noite de terça (30), durante uma perseguição em Corumbá, e morreu após atendimento médico.

A investigação aponta que a sequência de crimes começou em Ladário. Três homens armados desceram de um Fiat Argo e atiraram contra Renato Conceição do Carmo, conhecido como “Coelho”, que se protegeu dentro de um veículo blindado. Os ocupantes do Argo fugiram para Corumbá, onde uma equipe da PM localizou o carro e tentou a abordagem.

Durante a fuga, um dos ocupantes disparou contra os policiais. Marcelo foi atingido no tórax, braço e cabeça, perdeu o controle da moto e caiu. Ele foi socorrido, passou por cirurgia, mas morreu. Policiais bolivianos localizaram Rubens e Everton da Silva Viana após informações de que suspeitos tentavam atravessar a fronteira. A dupla foi entregue às forças de segurança do Brasil.

Everton teria admitido participação no ataque e apontado Rubens como envolvido, segundo os autos. O documento também registra suspeita de vínculo dos dois com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Everton morreu durante buscas por armas, após intervenção policial na Rodovia Ramon Gomes. Foram apreendidos dois fuzis ou carabinas, um revólver, duas pistolas, munições, rádios, distintivos, uma balaclava, celulares e quase um quilo de maconha. O Fiat Argo prata usado nos ataques também foi apreendido.

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