O Ministério da Saúde destinou um tomógrafo e nove combos cirúrgicos para hospitais de Mato Grosso do Sul. Os equipamentos fazem parte do Novo PAC Saúde, programa nacional que prevê a entrega de 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos em todo o país, com investimento superior a R$ 546 milhões.
A nova etapa do programa foi formalizada com a assinatura de contratos pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta fase, o governo federal prevê a compra de 150 combos cirúrgicos e 20 tomógrafos. Ao final da iniciativa, 185 municípios de todos os estados serão beneficiados.
Em Mato Grosso do Sul, o investimento total ultrapassa R$ 16 milhões. Os equipamentos serão enviados para instituições de saúde de Campo Grande, Corumbá, Dourados e Três Lagoas. O tomógrafo será usado para reforçar o atendimento a pacientes do SUS na Capital.
Segundo o Ministério da Saúde, os equipamentos já começaram a chegar e parte dos combos destinados ao estado já está em operação. Os conjuntos são voltados para cirurgia geral e oftalmologia, com o objetivo de aumentar a agilidade e a segurança em procedimentos de média e alta complexidade.
Os combos de cirurgia geral têm seis equipamentos cada e são usados para procedimentos como vasectomias e laqueaduras. Os de oftalmologia reúnem cinco equipamentos cada, voltados para cirurgias como as de catarata.
Em todo o país, a expectativa é que os 300 combos cirúrgicos permitam a realização de cerca de 428 mil cirurgias eletivas por ano. A medida busca reduzir filas de espera e ampliar o acesso da população a procedimentos especializados.
A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas e integra uma estratégia de fortalecimento da assistência no SUS. Mais de 1.700 equipamentos estão sendo distribuídos para estruturar novas salas cirúrgicas em hospitais públicos e filantrópicos.
A ação também busca descentralizar a oferta de serviços especializados. Na Região Norte, a ampliação da capacidade de cirurgias oftalmológicas pode chegar a 134%.
O governo federal destaca que, em 2025, foram realizadas 14,9 milhões de cirurgias eletivas no país, número 42% superior ao registrado em 2022. No mesmo período, foram contabilizadas 1,6 bilhão de consultas com especialistas, crescimento de 30%, e 1,3 bilhão de exames, aumento de 22%.
A compra centralizada dos equipamentos gerou economia de R$ 281 milhões, uma redução de 37,9% em relação ao valor estimado inicialmente. A aquisição priorizou equipamentos fabricados no Brasil.
As entregas começaram em fevereiro e seguem até o fim de junho. Além dos aparelhos, a doação inclui instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses.
