Morreu nesta quinta-feira, aos 86 anos, Brito, zagueiro da seleção brasileira campeã mundial de 1970. O ex-jogador estava internado desde 14 de maio com pneumonia causada por uma bactéria, que evoluiu e agravou seu estado de saúde.
A informação foi confirmada pela conta oficial do ex-jogador, administrada pela família. “É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do nosso campeão do mundo”, escreveram os familiares. Brito deixa os filhos Leonídio e Patrícia, e cinco netos. O sepultamento será no sábado.
Nascido na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Hércules Brito Ruas formou a defesa da seleção do tri ao lado do volante Piazza. Juntos, aliavam imposição física e saída de bola qualificada. O Brasil venceu a Itália por 4 a 1 no Estádio Azteca, no México, na final daquele Mundial.
Com 30 anos, Brito era um dos mais experientes do grupo de Zagallo. O time ofensivo sofreu sete gols em seis jogos naquela Copa. O zagueiro foi apontado como o atleta com melhor preparo físico do torneio. Ele também disputou a Copa de 1966, na Inglaterra. Foram 60 jogos e oito anos pela seleção, com conquistas da Copa Roca de 1971.
Em clubes, Brito passou por Vasco, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico. No Vasco, clube que o revelou, foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1986, do Torneio Internacional de Paris e do Troféu Teresa Herrera de 1957. Somou 405 jogos e 11 gols em São Januário.
O Vasco exaltou a história do ídolo em postagens nas redes sociais. “Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama. Brito era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário. Obrigado por tudo, ídolo!”, escreveu o clube.
Brito é a sétima perda entre os jogadores da seleção de 1970. A lista de campeões que já morreram inclui Pelé, Carlos Alberto Torres, o goleiro Félix, Everaldo, Fontana e Joel Camargo. Em nota, a CBF lamentou o falecimento. “Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada”, afirmou o presidente Samir Xaud.
