GoiásNotícias de Goiás e do Brasil
Notícias Goiás Goiás
Notícias

Fim de programa ameaça acesso noturno à saúde no interior de MS

Por Notícias Goiás Portal · · 2 min de leitura
Fim de programa ameaça acesso noturno à saúde no interior de MS
Salão de espera de posto de saúde em Corumbá (Foto: Leonardo Cabral/Prefeitura)

O programa Horário Estendido, da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), será encerrado na próxima quarta-feira (1º), quando completa um ano de existência. A iniciativa previa o repasse de R$ 20 mil mensais às prefeituras para manter postos de saúde abertos até as 21h.

Ao todo, são 46 unidades participantes, com um gasto mensal de R$ 920 mil e custo anual de cerca de R$ 11 milhões. Quatro dessas unidades estão na Capital, e as demais no interior do estado.

Nesta quarta-feira (24), o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) se manifestou a favor da continuidade do programa. O objetivo, segundo o conselho, é evitar prejuízos, especialmente nos municípios menos populosos, que contam com apenas uma unidade de saúde pública.

O presidente do Cosems e secretário municipal de Saúde de Iguatemi, Janssen Portela Galhardo, avaliou que os moradores de cidades com menos de 20 mil habitantes serão os mais afetados. Essas localidades, segundo ele, concentram trabalhadores na área rural. "É um programa excelente, permite um olhar diferenciado ao trabalhador, principalmente o que trabalha o dia todo no campo. Ele serve ao foco da Saúde no interior, que é a prevenção na Atenção Primária à Saúde", afirmou.

Em alguns casos, a Unidade de Saúde da Família (USF) é o único serviço de saúde pública disponível nos municípios e funcionava à noite. Com o fim do programa, o acesso a profissionais de saúde no período noturno pode voltar a ser restrito a cidades vizinhas. "Aí o morador vai precisar ir até o município de referência da região onde ele vive", completou o secretário.

Janssen informou que o Cosems pediu formalmente à SES a prorrogação do programa, mas a resposta foi negativa. O motivo, segundo ele, foi o período eleitoral e a necessidade de contenção de gastos do Estado.

O Campo Grande News questionou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, sobre a manutenção da decisão. Simões afirmou que a continuidade dos repasses ainda está em estudo. "Ainda não temos definição qual conduta adotaremos. Estamos estudando os impactos para a tomada de decisão", disse.

Questionado sobre a possibilidade de as prefeituras bancarem os custos do horário ampliado, de R$ 20 mil mensais, o presidente do Cosems descartou a medida. "Os municípios estão assoberbados, já assumem cerca de 70% dos custos da APS", finalizou.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Mais de Goiás