Presos após sequestrar uma servidora aposentada do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Maikon José Kolberg, de 35 anos, e Elton Rodrigues Lima, de 66, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (18).
Apontados como “golpistas profissionais”, os dois foram detidos após ação policial que desarticulou um esquema do golpe do bilhete premiado, que terminou em sequestro relâmpago no Parque dos Poderes.
Durante a audiência, a dupla afirmou ter sido agredida por policiais no momento da prisão. Diante das alegações, o juiz de Direito Ronaldo Gonçalves Onofri determinou o envio de cópia dos autos ao Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) e às corregedorias das Polícias Civil e Militar para apuração de possível abuso.
Apesar da denúncia, o magistrado entendeu haver elementos suficientes para a manutenção da prisão e converteu o flagrante em preventiva, citando a gravidade do caso e a necessidade de garantir a ordem pública.
Ainda conforme o termo de audiência, foi recomendada à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) atenção às condições de saúde dos custodiados.
O caso ganhou repercussão após a dupla aplicar o golpe do bilhete premiado contra uma aposentada de 74 anos, convencida a entregar cerca de R$ 40 mil e levada sob domínio dos criminosos por diferentes pontos da Capital.
A vítima chegou a ser mantida dentro de um carro durante a fuga, enquanto policiais perseguiam os suspeitos. Após abandonarem o veículo, os homens tentaram escapar por uma área de mata, mas foram localizados e presos por equipes do Bope e do Batalhão de Choque.
Segundo a investigação, Maikon possui diversas passagens por estelionato e havia deixado a prisão recentemente. Elton também tem antecedentes por crimes semelhantes. A Polícia Civil apura se a dupla integra uma organização criminosa especializada nesse tipo de golpe.
Detalhes da ação criminosa
O golpe do bilhete premiado é uma prática antiga, na qual criminosos abordam vítimas em locais públicos, alegando ter um bilhete supostamente premiado, mas que não pode ser resgatado por algum motivo. Eles convencem a pessoa a pagar uma quantia para adquirir o bilhete, prometendo dividir o prêmio. No caso, a aposentada foi levada a diferentes pontos da cidade sob controle dos criminosos, até ser resgatada pela polícia.
