Conab confirma queda de 5,4% na safra de milho inverno em MS

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) manteve a projeção de queda de 5,4% na produção de milho segunda safra em Mato Grosso do Sul. De acordo com o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026, divulgado nesta terça-feira (14), a produção estadual deve passar de 13,186 milhões de toneladas na temporada passada para 12,470 milhões de toneladas na atual.
Mesmo com a retração, Mato Grosso do Sul deve continuar como o terceiro maior produtor de milho segunda safra do país. O ranking é liderado por Mato Grosso, com estimativa de 55,867 milhões de toneladas, seguido pelo Paraná, com produção projetada em 17,615 milhões de toneladas.
O levantamento mostra que a área cultivada cresceu 2,7%, passando de 2,071 milhões para 2,173 milhões de hectares. Por outro lado, a produtividade média caiu de 6.366 quilos por hectare (106,1 sacas) para 5.862 quilos por hectare (97,71 sacas), o que explica a redução da estimativa de produção.
A Conab informa que a colheita já começou em Mato Grosso do Sul, mas ainda ocorre de forma lenta por causa do alto volume de chuvas e do elevado teor de umidade dos grãos. A expectativa é de que os trabalhos ganhem intensidade na segunda quinzena de julho.
Os técnicos destacam que, como boa parte das lavouras está em fase avançada de desenvolvimento, a preocupação com geadas diminui gradualmente. O principal risco climático agora são os vendavais, especialmente em agosto, que podem provocar o acamamento das áreas mais atrasadas.
Em relação às pragas, a Conab informa que a pressão de lagartas diminuiu sensivelmente. Há poucos casos de necessidade de controle, restritos a talhões semeados tardiamente. Nessas áreas, também foi observado o aparecimento de pulgões.
Devido aos elevados custos de produção, parte dos produtores reduziu as pulverizações preventivas com fungicidas. Como consequência, foram registradas ocorrências de bipolaris, principal doença observada no final do ciclo, além de diplodia e cercosporiose, ambas em menor escala.
A Conab avalia que as lavouras implantadas dentro da janela ideal de semeadura mantêm potencial produtivo de regular a bom. No entanto, há relatos de redução do potencial inicialmente esperado por causa da restrição hídrica registrada no fim de abril, principalmente nas áreas semeadas mais tardiamente e em solos com menor capacidade de retenção de água.


